domingo, 18 de abril de 2010

As melhores traduções da Bíblia

As Melhores Traduções da Bíblia do Brasil
Finalmente, quero dizer quais sãos, em minha opnião, as melhores traduções da Bíblia em nosso país. Para os protestantes, as melhores são a Almeida Corrigida de 1995 (Para os manuscritos do Receptus) da Sociedade Trinitariana do Brasil e a Almeida Revisada de 1991 (Para os manuscritos do Texto Crítico) da Imprensa Bíblica Brasileira. Já para os católicos, a melhor tradução é a Bíblia de Jerusalém, porque se baseia diretamente nos manuscritos gregos, e não na Vulgata Latina. As demais traduções são inferiores, ou porque não se norteiam diretamente pelos manuscritos gregos ou porque foram melhorias a partir de outras traduções, como é o caso da Almeida Atualizada que tenta se ligar ao mesmo tempo aos manuscritos críticos e a versão Corrigida, criando uma base tradutória mista e estranha, onde ao mesmo tempo que se corrige uma tradução se tenta fazer outra. A propagada NVI (Nova Versão Internacional) se espelha na versão inglesa, e o critério tradutório não é bom, já que se baseia na equivalência dinâmica, e não formal. Isso facilmente se percebe pela publicação do Novo Testamento Trilíngue das Edicões Vida Nova, que apresenta o Novo Testamento em três línguas diferentes (grego bíblico, português e inglês), mas estranhamente apresenta um critério de escolhas dos textos inadequado, pois, em vez de usar a versão NVI para o texto em português, usou a versão Revista e Atualizada da Almeida. O ideal era confrontar a NVI com a NIV (New International Version) sua correspondente em inglês, e isso não é feito porque provavelmente ficaria evidente que a que a NVI não se norteia diretamente pelo texto grego.
A tradução que uso para pregar é a Almeida Corrigida da Sociedade Bíblica Trinitariana , que é a usada nos novos testamentos gideônicos, por ser boa, simples, barata e comum. Aspectos que se assemelham mais ao cristianismo original do que qualquer outra publicação que propaguem ou inventem, deve-se ainda lembrar que o grego do Novo Testamento é o Koiné, ou seja, o grego das pessoas comuns, e não o erudito. Deus fez a opção pelos pobres (Mt 11.12-26; 1Co 1.25-29; Tg 2.5), e nada, no mundo espiritual, que é difícil, caro e inacessível para eles, os pobres, parece ser do Seu agrado.

5 comentários:

  1. Luis o que você me diz sobre a tradução em português da ALFALIT (um ministério e programa de alfabetização) que fica em Costa Rica?
    É confiável?

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  2. Eu tive uma Bíblia deles, de cor cinza; se não me engano, eu li toda, e achei muito boa. Mas isso já faz muito tempo, há uns dez ou quinze anos. Hoje, não sei, às vezes as pessoas querem melhorar e fazem é o contrário. No tempo que li gostei muito, achei também muito boa as notas explicativas.

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  3. Complicada essa questão das traduções em nosso vernáculo, eu olho para as traduções medievais em inglês e confronto com as atuais e encontro muita diferença, algumas até cabeludas e descaradas para defender suas "doutrinas".

    E isso é muito triste pois vendem um produto que em tese deveria ser isento da visão particular do tradutor (grupo).

    Nos meus estudos uso primariamente a versão em grego Koinê, em especial a publicada pela Igreja Ortodoxa Grega e sempre comparando com os trabalhos criticos dos gigantes Tischendorff, Westcort, Hort, etc...

    Mas as minhas limitações pessoais e a tentação de ler numa língua que eu tenho mais fluência me fazem usar traduções...

    Uso as versões em grego moderno de Nephytos VAMVAS e a versão da Sociedade Bíblica Grega. Agora, a versões em inglês são "boas" (pois temos diversas escolas de tradução). Não gosto da KJV, gosto da Douai Heyms/Darby, Apostolic Bible, Young Literal Version.

    Já em português leio todas, mas é dificil confiar... ACF, ARC, AA, NVI não satisfazem meus estudos, pois vez ou outra preciso corrigir traduções tendenciosas que me fazem perder tempo precioso!

    Precisamos de uma Apostolic Bible genuína em português ou uma versão de Young alá Tupiniquim! O Cristão Brasileiro precisa saber que suas biblias são em muitos casos interpretações e não TRADUÇÃO dos escritos!

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  4. Concordo em parte Aureo, há uma falta de fazer uma nova tradução, em que seja usada as palavras do português do Brasil contemporâneo, sem no entanto ser como a intragável para sempre Bíblia na linguagem de Hoje. Quando dou minha opinão sobre as melhores traduções, não quero dizer que elas são maravilhosas, mas que são as menos ruins. Um abraço.

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  5. Em uma sala de seminário, o professor fez a exegese do texto que fala sobre dons de línguas. Pois utilizou a ARC, eu , porém disse: "não se pode definir o que Paulo realmente estava ensinando através desta única tradução".
    Minha pergunta é , Eu estou correto, em dizer este argumento.

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