Na noite da véspera de Natal, eu, Luiz Sousa servo de Deus, fui acordado ao canto do galo antes do sol nascer e resolvi ir até o espigão do bairro Serviluz para contemplar o nascimento do nosso hélios criado por Deus, logo depois do nascimento do sol resolvi orar, orei pela igreja em Fortaleza (Batista Renovada Moriá), minha familia, meus próximos e todos os servos de Deus em todo o mundo. Foi quando percebi que tinha filmado em meu celular um fenômeno no Sol.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
As crônicas das guerras espirituais (23.12.11)
Hoje decidi que iria pregar a noite. Minha bicicleta está na oficina do “Dr. Braw” (Cleiton) passando pela sua quarta reforma. Agora seu nome será “Delorean” uma referência ao filme de Volta para o Futuro e que fará o apelido que dei ao Cleito enfim ter sentido.
Liguei para o irmão Eduardo para saber se ele iria. Torcia para que ele não fosse, pois estava ansioso para pregar mais uma vez sozinho. É regra minha inspirada na Bíblia: Só devo pregar só quando não houver ninguém para me acompanhar. Mas o Eduardo disse que iria.
Como agora o Eduardo tem motocicleta combinei que iríamos pregar usando a moto como meio de locomoção, indo com maior rapidez aos vários pontos do Bairro Vicente Pinzon (Serviluz, Castelo Encantado, Praia do Futuro, Cidade Baixa, Mucuripe e Beira-mar). Iríamos pôr o Vicente Pinzon de cabeça para cima, disse com entusiasmo para o Eduardo.
O fato de ir na garupa da motocicleta me fez usar meu blusão paquistanês de motoqueiro, que comprei pela quantia de quase um salário mínimo (500 reais em valores atuais). O blusão foi o primeio acessório para me dá velocidade em meus intinerários pessoais e evangelíticos.
Minha primeira pregação foi com o blusão paquitanês, que por sinal é muito bonito e estiloso, de tal forma que deixa qualquer motoqueiro vaidoso com inveja mais dele do que de outras motos mais sofisticadas e caras.
Preguei só, Eduardo não pode vir, disse que seu substituto em sua função proficional (porteiro) iria se atrasar para rendê-lo no serviço.
A pregação foi estupenda. Falei sobre se está preparado para o retorno iminente do Senhor Jesus. Disse aos ouvintes, as ruas da encruzilhada em que falava estavam repretas de pessoas curiosas e espantadas pela pregação abrasadora e ao mesmo tempo inquiridora. Disse as pessoas, com contundência e ousadia (num momento chamei-as de raça de víboras), que se não tivessem o Espírito Santo em seus corações, elas estariam irremediavelmente perdidas. Condenadas ao inferno, ao juízo final e ao terrível escuro, tenebroso e quente Lago de Fogo. Num momento um motqueiro, sem camisa, cheio de tatuagens e visivelmente drogado tentou se exibir dando um volta ao meu redor. Mas ele nem sequer conseguiu fazer a volta completa, porque eu falei (falava) em antecipação ao seu movimento sobre a vaidade dos que achavam serem alguma coisa depois que compram uma moto ou um automóvel. Disse que isso não significava nada. Que Deus não olha a aparência e os tolos bens dos homens. Antes de acabar o giro sobre mim o motoqueiro já estava enrrascada gafe que se pós por sua arrogância. Fico com cara de tacho e sem jeito. Saiu com o rabo entre as pernas. Seu movimento foi vexatório. Já que minha frase final de chamar de idiotas tais pessoas lhe caiu em cheio como um carapuça.
Fui até a casa de minha mãe e depois de tomar uma ducha e me refrescar, vesti meu velh o sobretudo de pregador-profeta e me dirigi a praçinha S.Francisco do Serviluz, dando um volta clássica de apresentação pelo bairro, sendo admirado por crianças e todos por uma indumentária tão incomum.
Na pracinha, depois de cantar o hino “Aonde você vai sem Deus” do Vitorino Silva, falei do amor de Cristo, do perdão da cruz, da salvação simple e direta da mensagem das Escrituras. Senti graça e unção. Motoqueiros paravam para ouvir. Um velho amigo de infância também parou e ficou ouvindo escondido o seu antigo amigo. Só o vi quando terminei de pregar. Foi tocante, poderos e iluminador.
Depois fui caminhando até a casa de meu sogro, onde estão minha esposa e filhos passando as férias escolares. E lá quase que por bricadeira fiz outra pregação, tendo como ouvintes minha esposa e seus sobrinhos e outras pessoas que estavam numa lachonete. Falei de Jonas, o profeta, que tem o mesmo nome de um dos sobrinhos da minha esposa que está desviado. Disse que aquele Jonas tentou fugir da presença do Senhor, mas isso é impossivel! Deus está em todo lugar e vê tudo. Nada pode ser feito sem que Deus não sabia e cuide de deixar pistas ou testemunhas para evideniciar os pecados dos homens. Citei o caso da menina que fora morta pelos próprios parentes, falo do caso Nardoni que repercutiu na mídia há alguns meses. Nenhum crime é perfeito porque Deus existe, e se Ele quiser tudo pode ser desvendado ainda aqui, antes mesmo do juízo final (1Tm 5.24, 25). Deus muitas vezes não revela as coisas ainda nessa vida por misericórdia.
No final, minha filha Maria Quézia me deu dois bombons e dois copos d’água. Fui pra casa e escrevi isso alegre e satisfeito em Cristo Jesus.
Liguei para o irmão Eduardo para saber se ele iria. Torcia para que ele não fosse, pois estava ansioso para pregar mais uma vez sozinho. É regra minha inspirada na Bíblia: Só devo pregar só quando não houver ninguém para me acompanhar. Mas o Eduardo disse que iria.
Como agora o Eduardo tem motocicleta combinei que iríamos pregar usando a moto como meio de locomoção, indo com maior rapidez aos vários pontos do Bairro Vicente Pinzon (Serviluz, Castelo Encantado, Praia do Futuro, Cidade Baixa, Mucuripe e Beira-mar). Iríamos pôr o Vicente Pinzon de cabeça para cima, disse com entusiasmo para o Eduardo.
O fato de ir na garupa da motocicleta me fez usar meu blusão paquistanês de motoqueiro, que comprei pela quantia de quase um salário mínimo (500 reais em valores atuais). O blusão foi o primeio acessório para me dá velocidade em meus intinerários pessoais e evangelíticos.
Minha primeira pregação foi com o blusão paquitanês, que por sinal é muito bonito e estiloso, de tal forma que deixa qualquer motoqueiro vaidoso com inveja mais dele do que de outras motos mais sofisticadas e caras.
Preguei só, Eduardo não pode vir, disse que seu substituto em sua função proficional (porteiro) iria se atrasar para rendê-lo no serviço.
A pregação foi estupenda. Falei sobre se está preparado para o retorno iminente do Senhor Jesus. Disse aos ouvintes, as ruas da encruzilhada em que falava estavam repretas de pessoas curiosas e espantadas pela pregação abrasadora e ao mesmo tempo inquiridora. Disse as pessoas, com contundência e ousadia (num momento chamei-as de raça de víboras), que se não tivessem o Espírito Santo em seus corações, elas estariam irremediavelmente perdidas. Condenadas ao inferno, ao juízo final e ao terrível escuro, tenebroso e quente Lago de Fogo. Num momento um motqueiro, sem camisa, cheio de tatuagens e visivelmente drogado tentou se exibir dando um volta ao meu redor. Mas ele nem sequer conseguiu fazer a volta completa, porque eu falei (falava) em antecipação ao seu movimento sobre a vaidade dos que achavam serem alguma coisa depois que compram uma moto ou um automóvel. Disse que isso não significava nada. Que Deus não olha a aparência e os tolos bens dos homens. Antes de acabar o giro sobre mim o motoqueiro já estava enrrascada gafe que se pós por sua arrogância. Fico com cara de tacho e sem jeito. Saiu com o rabo entre as pernas. Seu movimento foi vexatório. Já que minha frase final de chamar de idiotas tais pessoas lhe caiu em cheio como um carapuça.
Fui até a casa de minha mãe e depois de tomar uma ducha e me refrescar, vesti meu velh o sobretudo de pregador-profeta e me dirigi a praçinha S.Francisco do Serviluz, dando um volta clássica de apresentação pelo bairro, sendo admirado por crianças e todos por uma indumentária tão incomum.
Na pracinha, depois de cantar o hino “Aonde você vai sem Deus” do Vitorino Silva, falei do amor de Cristo, do perdão da cruz, da salvação simple e direta da mensagem das Escrituras. Senti graça e unção. Motoqueiros paravam para ouvir. Um velho amigo de infância também parou e ficou ouvindo escondido o seu antigo amigo. Só o vi quando terminei de pregar. Foi tocante, poderos e iluminador.
Depois fui caminhando até a casa de meu sogro, onde estão minha esposa e filhos passando as férias escolares. E lá quase que por bricadeira fiz outra pregação, tendo como ouvintes minha esposa e seus sobrinhos e outras pessoas que estavam numa lachonete. Falei de Jonas, o profeta, que tem o mesmo nome de um dos sobrinhos da minha esposa que está desviado. Disse que aquele Jonas tentou fugir da presença do Senhor, mas isso é impossivel! Deus está em todo lugar e vê tudo. Nada pode ser feito sem que Deus não sabia e cuide de deixar pistas ou testemunhas para evideniciar os pecados dos homens. Citei o caso da menina que fora morta pelos próprios parentes, falo do caso Nardoni que repercutiu na mídia há alguns meses. Nenhum crime é perfeito porque Deus existe, e se Ele quiser tudo pode ser desvendado ainda aqui, antes mesmo do juízo final (1Tm 5.24, 25). Deus muitas vezes não revela as coisas ainda nessa vida por misericórdia.
No final, minha filha Maria Quézia me deu dois bombons e dois copos d’água. Fui pra casa e escrevi isso alegre e satisfeito em Cristo Jesus.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pedro a rocha
Em grego há duas palavras para pedra: LITHOS (pedra pequena)e PETRA (rocha), e o nome que Jesus Cristo deu Simão (PETROS) deriva de PETRA. Ao contrário do que a maioria dos evangélicos afirmam o nome de Simão Pedro não fazia referência a pedra pequena. Jesus chamou Simão de PETROS porque queria destacar a rocha da igreja que era Ele mesmo (1Co 3.11). O nome de Pedro serviu como um memorial para o incidente, e não para apontar uma posição de Simão Pedro em relação ao demais apóstolos, algo que Jesus sempre condenou (Mc 10.42-44.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O Nome no nome de Jesus
Por conta de meus estudos filológicos da Bíblia tenho muitas vezes sido assediado por irmãos que buscam em mim explicações para as novas heresias surgidas da internet que falam do verdadeiro nome de Jesus. Neste artigo, tento fornecer uma explicação geral para barrar essa heresia e suas ramificações.
Em Fp 2.9, 10 lemos:
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre o joelho dos que estão nos céus, e na terra e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus pai”.
O interessante desse texto que quero destacar é o fato de o “nome que é sobre todo nome” que é dado a Jesus, é um tipo de nome divino transcendente, que extrapola as nossas esferas terrenas e temporais (Tanto é que todo o Universo é sujeito a ele: Céus, terra e debaixo da terra). Não se trata de um nome comum utilizado para identificar ou denominar alguém através de letras ou símbolos gráficos desse mundo. Mas é o nome de Deus sobrenatural. E precisa ser bem observado que esse Nome é dado ao nome de Jesus, de tal forma que um nome se sobrepõe ao outro. Jesus é o nome em caracteres gráficos e fonéticos (que variam de país para país) representante da Segunda pessoa da Trindade que se encarnou para tomar do diabo todo o poder da terra. Assim, fica claro pelo texto que o Nome sobrenatural de Deus se une a nome terreno de Jesus Cristo.
Mas o nome “Jesus” em si mesmo não tem valor ou poder algum, como um tipo de amuleto ou fórmula mágica para liberar o poder de Deus, na verdade é a pessoa de Jesus por trás do nome que detém a autoridade. Quando o cristão expulsa os demônios no nome de Jesus, ele o faz na pessoa de Jesus que está em sua vida. É o cristão verdadeiro que expulsa os demônios na pessoa de Jesus e não o nome “Jesus” pronunciado ou evocado. No Evangelho de Marcos 16.17 o nome de Jesus é a sua pessoa. É, portanto, na pessoa de Jesus que está o autoridade divina e seu nome terreno seria apenas o símbolo gráfico que em si mesmo não possui nenhum poder. Assim, buscar o símbolo gráfico verdadeiro é se apegar a algo totalmente secundário.
Em Fp 2.9, 10 lemos:
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre o joelho dos que estão nos céus, e na terra e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus pai”.
O interessante desse texto que quero destacar é o fato de o “nome que é sobre todo nome” que é dado a Jesus, é um tipo de nome divino transcendente, que extrapola as nossas esferas terrenas e temporais (Tanto é que todo o Universo é sujeito a ele: Céus, terra e debaixo da terra). Não se trata de um nome comum utilizado para identificar ou denominar alguém através de letras ou símbolos gráficos desse mundo. Mas é o nome de Deus sobrenatural. E precisa ser bem observado que esse Nome é dado ao nome de Jesus, de tal forma que um nome se sobrepõe ao outro. Jesus é o nome em caracteres gráficos e fonéticos (que variam de país para país) representante da Segunda pessoa da Trindade que se encarnou para tomar do diabo todo o poder da terra. Assim, fica claro pelo texto que o Nome sobrenatural de Deus se une a nome terreno de Jesus Cristo.
Mas o nome “Jesus” em si mesmo não tem valor ou poder algum, como um tipo de amuleto ou fórmula mágica para liberar o poder de Deus, na verdade é a pessoa de Jesus por trás do nome que detém a autoridade. Quando o cristão expulsa os demônios no nome de Jesus, ele o faz na pessoa de Jesus que está em sua vida. É o cristão verdadeiro que expulsa os demônios na pessoa de Jesus e não o nome “Jesus” pronunciado ou evocado. No Evangelho de Marcos 16.17 o nome de Jesus é a sua pessoa. É, portanto, na pessoa de Jesus que está o autoridade divina e seu nome terreno seria apenas o símbolo gráfico que em si mesmo não possui nenhum poder. Assim, buscar o símbolo gráfico verdadeiro é se apegar a algo totalmente secundário.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Eclesiastes 3.17-21
17 ειπα εγω εν καρδία μου συν τον δίκαιον και συν τον ασεβη κρινει ο θεός οτι καιρος τω παντι πράγματι και επι παντι τω ποιηματι
18 εκει ειπα εγω εν καρδία μου περι λαλιας υιων του ανθρωπου οτι διακρινει αυτους ο θεός και του δειξαι οτι αυτοι κτηνη εισιν καί γε αυτοις
19 οτι συνάντημα υιων του ανθρωπου και συνάντημα του κτηνους συνάντημα εν αυτοις ως ο θάνατος τουτου ουτως ο θάνατος τουτου και πνευμα εν τοις πασιν και τί επερίσσευσεν ο ανθρωπος παρα το κτηνος ουδεν οτι τα πάντα ματαιότης
20 τα πάντα πορευεται εις τόπον ενα τα πάντα εγενετο απο του χοός και τα πάντα επιστρεφει εις τον χουν
21 και τίς οιδεν πνευμα υιων του ανθρωπου ει αναβαίνει αυτο εις ανω και πνευμα του κτηνους ει καταβαίνει αυτο κάτω εις γην
17 Disse eu em meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio porque a tempo para todas as coisas e para toda obra;
18 ali, disse eu ainda no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os animais.
19 Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais: a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são passageiros (transitórios). 20 Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão.
21 Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra?
Comentário: Este texto, muito usado pelos materialistas e crentes que o homem não possui uma alma-espírito imortal, é facilmente esclarecido quando o lemos dentro de seu contexto, o verso 17 é a base de todo o entendimento da passagem. O juízo de Deus é o que diferenciaria o homem dos animais. Se não houvesse um juízo de Deus para os homens, eles de fato não seriam diferentes dos animais, já que na morte, no momento fatal, tanto os homens como os animais têm um mesmo fim, ou seja, são levados à decomposição física.
O versículo 21 a palavra grega πνευμα tem o sentido de fôlego, de respiração, e não de espírito no sentido de parte imaterial que sobrevive a morte do seres humanos. O contexto demonstra isso claramente. Em passagens bíblicas como Jó 34.15 e Is 42.5, em que a distinção entre o fôlego de vida e o espírito são explicitamente percebidos. Assim, podemos concluir que o termo grego PNEUMA (espírito) abarca não apenas um significado, mas vários, e o contexto é fundamental para decidir qual aquele que mais se adéqua a cada passagem especificamente: Jó 34.14 “Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego,”. Fica claro por este versículo que o fôlego de vida é distinto do espírito.
Is 42.5 “Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela”. Aqui também vemos que a respiração é diferente do espírito humano.
Os animais não possuem espírito incorruptível, mas o espírito ou fôlego de vida, o que seria a respiração que também o homem possui, notem:
Is 31.3 “Porque os egípcios são homens, e não Deus; e os seus cavalos, carne, e não espírito; e quando o SENHOR estender a sua mão, tanto tropeçará o auxiliador, como cairá o ajudado, e todos juntamente serão consumidos”.
Gn 7.22 “Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu”. A expressão “narinas” deixa claro que se refere à respiração.
17 ειπα εγω εν καρδία μου συν τον δίκαιον και συν τον ασεβη κρινει ο θεός οτι καιρος τω παντι πράγματι και επι παντι τω ποιηματι
18 εκει ειπα εγω εν καρδία μου περι λαλιας υιων του ανθρωπου οτι διακρινει αυτους ο θεός και του δειξαι οτι αυτοι κτηνη εισιν καί γε αυτοις
19 οτι συνάντημα υιων του ανθρωπου και συνάντημα του κτηνους συνάντημα εν αυτοις ως ο θάνατος τουτου ουτως ο θάνατος τουτου και πνευμα εν τοις πασιν και τί επερίσσευσεν ο ανθρωπος παρα το κτηνος ουδεν οτι τα πάντα ματαιότης
20 τα πάντα πορευεται εις τόπον ενα τα πάντα εγενετο απο του χοός και τα πάντα επιστρεφει εις τον χουν
21 και τίς οιδεν πνευμα υιων του ανθρωπου ει αναβαίνει αυτο εις ανω και πνευμα του κτηνους ει καταβαίνει αυτο κάτω εις γην
17 Disse eu em meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio porque a tempo para todas as coisas e para toda obra;
18 ali, disse eu ainda no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os animais.
19 Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais: a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são passageiros (transitórios). 20 Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão.
21 Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra?
Comentário: Este texto, muito usado pelos materialistas e crentes que o homem não possui uma alma-espírito imortal, é facilmente esclarecido quando o lemos dentro de seu contexto, o verso 17 é a base de todo o entendimento da passagem. O juízo de Deus é o que diferenciaria o homem dos animais. Se não houvesse um juízo de Deus para os homens, eles de fato não seriam diferentes dos animais, já que na morte, no momento fatal, tanto os homens como os animais têm um mesmo fim, ou seja, são levados à decomposição física.
O versículo 21 a palavra grega πνευμα tem o sentido de fôlego, de respiração, e não de espírito no sentido de parte imaterial que sobrevive a morte do seres humanos. O contexto demonstra isso claramente. Em passagens bíblicas como Jó 34.15 e Is 42.5, em que a distinção entre o fôlego de vida e o espírito são explicitamente percebidos. Assim, podemos concluir que o termo grego PNEUMA (espírito) abarca não apenas um significado, mas vários, e o contexto é fundamental para decidir qual aquele que mais se adéqua a cada passagem especificamente: Jó 34.14 “Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego,”. Fica claro por este versículo que o fôlego de vida é distinto do espírito.
Is 42.5 “Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela”. Aqui também vemos que a respiração é diferente do espírito humano.
Os animais não possuem espírito incorruptível, mas o espírito ou fôlego de vida, o que seria a respiração que também o homem possui, notem:
Is 31.3 “Porque os egípcios são homens, e não Deus; e os seus cavalos, carne, e não espírito; e quando o SENHOR estender a sua mão, tanto tropeçará o auxiliador, como cairá o ajudado, e todos juntamente serão consumidos”.
Gn 7.22 “Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu”. A expressão “narinas” deixa claro que se refere à respiração.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Uma pequena grande lembrança do meu testemunho de conversão.
Talvez o que diga agora seja de grande valia para mostrar as multiformas de Deus salvar os homens.
Antes de ser salvo, no estado que chamo de “pré-salvação”, eu tinha lidos dois grandes livros de sermões de John Wesley. Tais livros chegaram às minhas mãos graças a uma abençoada biblioteca de um seminário de Fortaleza (Sibima – Seminário e Instituto Bíblico Maranata). Graciosa e enriquecedoramente os diretores deste seminário disponibilizam que qualquer pessoa seja sócia do rico acervo bibliográfico que aquela bendita biblioteca reserva. Pois bem, eram os meados do final da década de oitenta (1989-1990), e a leitura daqueles dois volumosos livros, que ninguém ousaria ler pela maratona exigida de tempo de leitura, chamou minha atenção pela antiguidade. E a título de curiosidade comecei a ler, e logo a leitura se tornou ávida, corrida e terrivelmente perturbadora. John Wesley, o grande fundador do metodismo era-me apresentado pela primeira vez. Naqueles seus sermões de séculos de história, ele falava sobre o testemunho do Espírito em nosso espírito. Discorria também sobre a plena e cabal vitória sobre o pecado. E tudo aquilo ia profundo ao meu coração e me incomodava. Incomodava aterrorizadoramente! Via que realmente o cristão não podia mais ser sujeito ou submisso a força do pecado. Não podia ser escravo da tendência pecaminosa. Precisava ser santo e irrepreensível. E, principalmente, tinha de ter o tal “testemunho do Espírito no nosso espírito”.
Já era membro da igreja Assembleia de Deus com certa notoriedade pelo meu jeito sincero, franco e criativo (de jovem maluquinho) de me expressar; e isso logo me fez conquistar a todos e obter um certo destaque entre os demais jovens da congregação. Já era então o “irmão Luiz! O novo convertido igual imagem clara e viva de ‘O discípulo’ do livro de Juan Carlos Ortiz’, obra revolucionária dos anos 70 e 80”. E a leitura dos livros de Wesley ameaçavam esse meu novo “sucesso” e “conquista” pessoal. Na Escola de ensino médio “Colégio Estadual Justiniano de Serpa”, já participava do grupo de oração, em que haviam presbiterianos e assembleianos reunidos numa salinha para orar e evangelizar os alunos, e comecei a debater contra as testemunhas de Jeová defendo a divindade de Jesus Cristo. Já era conhecido como crente e surpreendido a todos com minha conversão. Afinal, o Shaolin, o garoto parecido com o Robby do Menudo que praticava Kung Fu tinha deixado tudo para seguir a Jesus. Meu pai na fé, o Stênio, já se realizava como o evangélico que conquistou “o cara” da Escola para Cristo.
Mas os livros de John Wesley estavam me deixando perturbado. Quanto mais lia, mais não entendia o tal testemunho do Espírito no nosso espírito de Rm 8.16. Algo faltava para eu ser de verdade um cristão bíblico, esse era o fato. Li os dois grandes livros de modo recorrente: lendo, relendo. O tamanho daquelas duas monumentais obras (cada uma equivalia a uma Bíblia) já era para mim igual a um livreto. Estava numa disposição de leituras de fôlego de maratonista sem se aperceber. Lia desesperadamente os livros numa busca frenética da explicação satisfatória de Rm 8.16.
Em certo dia, em meio aquela tormenta, num evento juvenil da mocidade cristã no estádio Paulo Sarasati, depois do sermão mais mal inspirado que tinha ouvido até então, eu, surpreendendo a todos, principalmente meu pai na fé, levantei o braço para novamente aceitar a Jesus como Salvador. Depois, vim humilhado diante de todos. Afinal aquela oração era pelos que “não haviam nascidos de novo”, que fora o que me desmoronou, ou seja, a forma incomum do pregador fazer o convite para os que queriam aceitar a Jesus me relembrou a leitura inquietante. Sua pergunta: “Quem quer nascer de novo?” Foi um tiro no meu coração e me desmoronou em meio às distrações que o péssimo sermão provocava.
Logo o Stênio se aproximou de mim e perguntou: “Mas Luiz, você não nasceu de novo? O que é isso, tal atitude indica falta de segurança! Isso não é bom!”. Nada respondi, mas que não era bom isso eu sabia melhor do que qualquer um.
Depois daquela demonstração de insegurança, a insegurança aumentou mais ainda! E meus anseios, dúvidas e perturbações cresceram como uma avalanche. Tive de devolver os livros à biblioteca, mas os medos rondavam minha vida. Estava a um passo da eternidade a cada instante. Mas, em providência divina, naqueles dias o centro comunitário do meu bairro (Serviluz) disponibilizou uma pequena biblioteca circulante para o grupo de jovens da comunidade. Resolvi pegar um livro pequeno. Seu nome era “Haidi”. Um romance suíço de uma menina paralítica rica da Alemanha que conhece uma menina pobre dos Alpes suíços. Um livro encantador e comovente! No final, no finalzinho do livro, o avó da Haide se reconcilia com a igreja do lugarejo, há uma pregação da história do filho pródigo singela e tenra. Quando cheguei naquele ponto já envolto nos mais profundos sentimentos, dobrei meus jovens em cima da cama, e com os olhos bem fechados, vendo a negritude desse fechar os olhos em si mesmo, e como que falando vendo a escuridão do espaço sideral sem estrelas que o fechar os olhos olhando provoca, disse a Deus: Jesus me salva! Eu não sei o que fazer e me jogo nos teus braços. Ali, ante um livro infantil bobinho, ouvi, senti, percebi, não sei, como que uma música suave que entrou em mim para sempre: sou salvo!
E hoje posso assinar meu nome:
Luiz Sousa em Cristo eternamente!
Antes de ser salvo, no estado que chamo de “pré-salvação”, eu tinha lidos dois grandes livros de sermões de John Wesley. Tais livros chegaram às minhas mãos graças a uma abençoada biblioteca de um seminário de Fortaleza (Sibima – Seminário e Instituto Bíblico Maranata). Graciosa e enriquecedoramente os diretores deste seminário disponibilizam que qualquer pessoa seja sócia do rico acervo bibliográfico que aquela bendita biblioteca reserva. Pois bem, eram os meados do final da década de oitenta (1989-1990), e a leitura daqueles dois volumosos livros, que ninguém ousaria ler pela maratona exigida de tempo de leitura, chamou minha atenção pela antiguidade. E a título de curiosidade comecei a ler, e logo a leitura se tornou ávida, corrida e terrivelmente perturbadora. John Wesley, o grande fundador do metodismo era-me apresentado pela primeira vez. Naqueles seus sermões de séculos de história, ele falava sobre o testemunho do Espírito em nosso espírito. Discorria também sobre a plena e cabal vitória sobre o pecado. E tudo aquilo ia profundo ao meu coração e me incomodava. Incomodava aterrorizadoramente! Via que realmente o cristão não podia mais ser sujeito ou submisso a força do pecado. Não podia ser escravo da tendência pecaminosa. Precisava ser santo e irrepreensível. E, principalmente, tinha de ter o tal “testemunho do Espírito no nosso espírito”.
Já era membro da igreja Assembleia de Deus com certa notoriedade pelo meu jeito sincero, franco e criativo (de jovem maluquinho) de me expressar; e isso logo me fez conquistar a todos e obter um certo destaque entre os demais jovens da congregação. Já era então o “irmão Luiz! O novo convertido igual imagem clara e viva de ‘O discípulo’ do livro de Juan Carlos Ortiz’, obra revolucionária dos anos 70 e 80”. E a leitura dos livros de Wesley ameaçavam esse meu novo “sucesso” e “conquista” pessoal. Na Escola de ensino médio “Colégio Estadual Justiniano de Serpa”, já participava do grupo de oração, em que haviam presbiterianos e assembleianos reunidos numa salinha para orar e evangelizar os alunos, e comecei a debater contra as testemunhas de Jeová defendo a divindade de Jesus Cristo. Já era conhecido como crente e surpreendido a todos com minha conversão. Afinal, o Shaolin, o garoto parecido com o Robby do Menudo que praticava Kung Fu tinha deixado tudo para seguir a Jesus. Meu pai na fé, o Stênio, já se realizava como o evangélico que conquistou “o cara” da Escola para Cristo.
Mas os livros de John Wesley estavam me deixando perturbado. Quanto mais lia, mais não entendia o tal testemunho do Espírito no nosso espírito de Rm 8.16. Algo faltava para eu ser de verdade um cristão bíblico, esse era o fato. Li os dois grandes livros de modo recorrente: lendo, relendo. O tamanho daquelas duas monumentais obras (cada uma equivalia a uma Bíblia) já era para mim igual a um livreto. Estava numa disposição de leituras de fôlego de maratonista sem se aperceber. Lia desesperadamente os livros numa busca frenética da explicação satisfatória de Rm 8.16.
Em certo dia, em meio aquela tormenta, num evento juvenil da mocidade cristã no estádio Paulo Sarasati, depois do sermão mais mal inspirado que tinha ouvido até então, eu, surpreendendo a todos, principalmente meu pai na fé, levantei o braço para novamente aceitar a Jesus como Salvador. Depois, vim humilhado diante de todos. Afinal aquela oração era pelos que “não haviam nascidos de novo”, que fora o que me desmoronou, ou seja, a forma incomum do pregador fazer o convite para os que queriam aceitar a Jesus me relembrou a leitura inquietante. Sua pergunta: “Quem quer nascer de novo?” Foi um tiro no meu coração e me desmoronou em meio às distrações que o péssimo sermão provocava.
Logo o Stênio se aproximou de mim e perguntou: “Mas Luiz, você não nasceu de novo? O que é isso, tal atitude indica falta de segurança! Isso não é bom!”. Nada respondi, mas que não era bom isso eu sabia melhor do que qualquer um.
Depois daquela demonstração de insegurança, a insegurança aumentou mais ainda! E meus anseios, dúvidas e perturbações cresceram como uma avalanche. Tive de devolver os livros à biblioteca, mas os medos rondavam minha vida. Estava a um passo da eternidade a cada instante. Mas, em providência divina, naqueles dias o centro comunitário do meu bairro (Serviluz) disponibilizou uma pequena biblioteca circulante para o grupo de jovens da comunidade. Resolvi pegar um livro pequeno. Seu nome era “Haidi”. Um romance suíço de uma menina paralítica rica da Alemanha que conhece uma menina pobre dos Alpes suíços. Um livro encantador e comovente! No final, no finalzinho do livro, o avó da Haide se reconcilia com a igreja do lugarejo, há uma pregação da história do filho pródigo singela e tenra. Quando cheguei naquele ponto já envolto nos mais profundos sentimentos, dobrei meus jovens em cima da cama, e com os olhos bem fechados, vendo a negritude desse fechar os olhos em si mesmo, e como que falando vendo a escuridão do espaço sideral sem estrelas que o fechar os olhos olhando provoca, disse a Deus: Jesus me salva! Eu não sei o que fazer e me jogo nos teus braços. Ali, ante um livro infantil bobinho, ouvi, senti, percebi, não sei, como que uma música suave que entrou em mim para sempre: sou salvo!
E hoje posso assinar meu nome:
Luiz Sousa em Cristo eternamente!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Textos gregos traduzidos e revisitados para a educação infantil
Esta seleção de provérbios bíblicos foram cuidadosamente escolhidos para que as crianças sejam instruídas no ensino das Escrituras. O objetivo é tanto da memorização como da aplicação. O texto em grego visa introduzir os pequenos nessa língua bíblica por meio da pronúncia.
A cada versículo temos primeiro a tradução do texto massorético (mais comum, usei a versão Almeida), em seguida temos o texto em grego (da Septuaginta)e depois a transliteração (pondo as letras gregas em caracteres latinos. Em algumas passagens faço um comentário aplicativo.
Observação:
Meu objetivo original não era usar esse trabalho para estudiosos em grego, mas para a educação infantil das crianças. Por isso pediria aos estudiosos de grego que façam uma cópia e repassem esse trabalho para pais, educadores e professores de crianças. Tenho certeza que ele será muito útil para a educação delas.
O trabalho original pode ser baixado, com possibilidade de acréscimos e desenvolvimentos.
P.S.: Algumas crianças que usufruíram desse trabalho, além de memorizarem os textos bíblicos que são utilíssimos para elas, também acabaram por aprender um pouco de grego, que usei para chamar-lhes a atenção. Eu diria até que sabem mais grego que muitos professores dessa matéria que se proliferam pelo Brasil, cheios de orgulho e vaidade, colhendo ilusória e indevidamente respeito e admiração de seus alunos, que sem saber, segundo o princípio socrático numa situação irônica, sabem mais grego do que eles sem saber.
O esquema desse trabalho foi aplicado ao título do livro de Provérbios para orientar como um paradigma cada texto, note:
Provérbios de Salomão (tradução massorética)
παροιμίαι Σαλωμωντος (texto grego, Septuaginta)
paroimíai Salomontos (transliteração)
Diretrizes sábias de Salomão (tradução da Septuaginta)
Etimologia de παροιμίαι: junção da preposição παρά (junto) com o verbo ειμι (marchar, ir), que deriva de οίμη (marcha ou caminho de um relato ou narração). O sentido parece ser que se trata de dois caminhos de ideias postos lado a lado para se chegar a verdades.
Pv 10.1.
“O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe”.
υιος σοφος ευvφραίνει πατερα
υιος δε αφρων λυπη τη μητρί
hiós sofós eufrainei patera
hiós dé afron lupe tei metri
“O filho sábio alegra o pai, mas o insensato entristece a mãe”
Pv 3.12
“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem”.
ον γαρ αγαπα κυριος παιδευει μαστιγοι δε πάντα υιον ον παραδεχεται
hon gar agapai Kírios paideúei mastigoi dé panta hion hon paradéketai
“Pois o Senhor ama e castiga a todo filho que recebe”
Pv 4.1
“Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência”.
ακουσατε παιδες παιδείαν πατρος και προσεχετε γνωναι εννοιαν
akúsate paídes padeían patrós kai prosékete gnonai énnoian
Pv 4.10
“Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida”.
ακουε υιε και δεξαι εμους λόγους και
πληθυνθήσεται ετη ζωης σου ινα σοι γενωνται πολλαι οδοι βίου
ákue hié kai décsai emus logus kai
pletintésetai éte zoes su hina soi génontai polai hodoi biu
Comentário: Aqui vemos que o livro de Provérbios nos trata como se fôssemos crianças que precisam aprender. O tom é de apelo, de pedido, aprendemos também que deve ser dessa forma que devemos educar nossos filhos, ou seja, respeitando seus arbítrios (escolhas ou vontades), agindo como conselheiros e não como donos ou senhores de suas vidas.
Pv 13.24
“Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”.
ος φείδεται της βακτηρίας μισει τον υιον αυτου ο δε αγαπων εvπιμελως παιδευει
hos feídetai tes bakterías misei ton hion autu
ho dé agapon epimelós paideúei
Comentário: Na expressão “a seu tempo o castiga” percebemos que o período dos castigos infantis estão limitados a um certo tempo. De fato não seria correto um adolescente levar um castigo por palmatória. O castigo físico tem sua utilidade enquanto a mente ainda não possui uma consciência coordenadora ou diretiva em que devemos repassar informações, ensinos e verdades morais. As crianças entendem melhor a linguagem da dor e da alegria, a comunicação filosófica e instrutiva deve vir acompanhada nessa fase da dor física apenas como um símbolo preparatório.
Observe ainda que é o amor quem coordena, por assim dizer o uso da vara. Usar a vara em momento de ira e estresse pessoal deve ser descartado. Muitos pais agridem seus filhos porque se valem da vara em momentos assim, o que pode acarretar até mesmo problemas legais com a justiça.
Na minha tradução do texto grego da Septuaginta é valiosa para a presente situação de nosso país que tenta acabar com a disciplina física. Note que o advérbio grego επιμελως perfeitamente traduzido por “cuidadosamente” demonstra que a Bíblia não está aprovando um castigo físico desmentido e sem controle.
Pv 17.21
“O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará”.
καρδία δε άφρονος οδύνη τω κεκτημένω αυτήν ουκ ευφραίνεται πατηρ επι υιω απαιδεύτω υιος δε φρόνιμος ευφραίνει μητέρα αυτου
kardía de áfronos odúne toi kekteméno autén ouk eufraínetai pater epi hyio apaideúto hios de frónimos eufraínei metéra autu
Comentário: O texto massorético está bem diferente do texto grego. Mas os ensinos não demonstram qualquer falta de inspiração ou distanciamento do teor do livro de Provérbios.
Pv 17:25
“O filho insensato é tristeza para seu pai, e amargura para quem o deu à luz”
οργη πατρι υιος άφρων και οδύνη τη τεκούση αυτου
orgé patrí hios áfron kai odyne tei tekúse autu
Pv 19.13
“O filho insensato é a calamidade do pai; e as rixas da mulher são uma goteira continua”.
αισχυνη πατρι υιος αφρων και ουχ αγναι ευχαι απο μισθωματος εταίρας
aiskúne patrí hios áfron kai ouk hagnaí eukaí apo mistómatos hetaíras
Comentário: encontramos nesse provérbio duas das mais desagradáveis coisas que podem acontecer numa família: um filho insensato (desobediente, que não recebe conselhos etc) e uma esposa murmuradora e briguenta. Que coisa há mais desagradável do que uma goteira numa noite de chuva?
Pv 19.18
“Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites a matá-lo”.
παίδευε υιόν σου ουτως γαρ εσται ευελπις εις δε υβριν μη εvπαίρου τη ψυχη σου
paídeus hión su hoútos gar estai eúelpis eis de húbrin me epaíru tei psukei su
Pv 19.20
“Ouve o conselho e recebe a correção, para que sejas sábio nos últimos dias”
ακουε υιε παιδείαν πατρός σου ινα σοφος γενη επεσχάτων σου
ákoue hié paideían patrós su hina sofós gene epeskaton su
Pv 19.26
“O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra”.
ο αvτιμάζων πατερα και αvπωθουμενος μητερα αυτου καταισχυνθήσεται και επονείδιστος εσται
ho atimazon patera kai apotúmenos metera autu kataiskuntésetai kai eponeídistos éstai
Pv 19.29.
“A condenação está preparada para os escarnecedores, e os acoites para as costas dos tolos”.
ετοιμάζονται ακολάστοις μάστιγες και τιμωρίαι ωμοις αφρόνων
hetoimázontai akolástois mástiges kai timoríai hómois afrónon
Pv 20.7
“O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele”.
ος αvναστρεφεται αμωμος εν δικαιοσυνη μακαρίους τους παιδας αυτου καταλείψει
hos anastréfetai ámomos em dikaiosyne makarious tous paidas autu kataleipsei
Comentário: A sinceridade dos pais contribui para que os filhos sejam abençoados, pais mentirosos ou falsos decepcionam os filhos, o que os prejudicará futuramente.
Pv 20.11
“Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta”.
και ο ποιων αυτα εν τοις εvπιτηδευμασιν αυτου συμποδισθήσεται νεανίσκος μετα οσίου και ευθεια η οδος αυτου
kai ho poion autá em tois epitedeúmasin autu sumpodistésetai neanískos meta hosiu kai euteia he hodós autu
Pv 20.20
“O que amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a sua lâmpada nas mais densas trevas”.
Observação: Este verso está ausente nos manuscritos da Septuaginta.
Pv 22.6
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Observação: Este verso está ausente nos manuscritos da Septuaginta.
Pv 22.15
“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela”.
ανοια εξηπται καρδίας νεου ράβδος δε και παιδεία μακραν απ αυτου
ánoia ezéptai kardías neu rábdos de kai paidéia makran apautu
Comentário: A vara da correção é um instrumento para o castigo físico, a Bíblia mostra assim que nossas mãos não são deve ser usadas diretamente como instrumentos corretivos, elas foram feitas para abençoar. Por isso a necessidade de um instrumento à parte delas para aplicação do castigo físico.
Pv 23.12, 13
“Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento. Não retires a disciplina da
criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá”.
δος εις παιδείαν την καρδίαν σου τα δε ωτά σου ετοίμασον λόγοις αισθήσεως
μη απόσχη νήπιον παιδευειν οτι εαν πατάξης αυτον ράβδω ου μη αποθάνη
dós eis paideían tem kardían su ta de otá su hetoímazon lógois aistéseos
me apóske népion paideúein hoti ean patazeis auton rabdo su me apotane
Pv 23.22
“Ouve o teu pai que te gerou, e não despreza a tua mãe, quando envelhecer”
ακουε υιε πατρος του γεννήσαντός σε και μη καταφρόνει οτι γεγήρακεν σου η μήτηρ
ákue hié patrós tu gennésantos se kai me katafronei hoti gueguéraken su he méter
Pv 23.24, 25
“Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará. Alegre-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz”.
καλως εvκτρεφει πατηρ δίκαιος επι δε υιω σοφω ευφραίνεται η ψυχη αυτου
ευφραινεσθω ο πατηρ και η μήτηρ επι σοί και χαιρετω η τεκουσά σε
kalós ektréfei patér díkaios epi de hioi sofoi eufraínetai he psuké autu
eufrainésto ho patér kai he meter epi soi kai kairéto he tekusá se
Pv 24.17
“Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração”.
εαν πεση ο εχθρός σου μη επιχαρης αυτω εν δε τω υποσκελίσματι αυτου μη επαίρου
ean pese ho ektrós su me epikareis auto em de toi huposkelísmati autu me hepaírou
Comentário: Se agirmos assim com o inimigo quanto mais com o teu irmão é o que o texto quer nos ensinar. Ler o profeta Obadias nos ensina a não ri do castigo do nosso irmão. O que muitas vezes ocorre quando um irmão se alegra em ver o outro apanhando. Os pais devem repreender isso em seus filhos para desestimular a vingança e alegria vinda da tristeza dos outros.
Pv 28.13
“O que encobre suas transgressões, nunca prosperará; mas o que confessa e deixa, alcançará misericórdia”
ο επικαλυπτων ασεβειαν εαυτου ουκ ευοδωθήσεται ο δε εξηγουμενος ελεγχους αγαπηθήσεται
ho epikalúpton asébeian heautu uk euodotésetai ho de ezegúmenos elnkous agapetésetai
Comentário: Este provérbio pode ser usado para que as crianças confessem suas travessuras, afim de não sofrerem nenhum castigo.
Pv 29.15
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe”.
πληγαι και ελεγχοι διδόασιν σοφίαν παις δε πλανωμενος αισχυνει γονεις αυτου
plegaí kai élenkoi didóasin sofían pais de planómenos aiskúnei goneis autu
Pv 29.17
“Corrige o teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará teu coração”.
παίδευε υιόν σου και αναπαυσει σε και δωσει κόσμον τη ψυχη σου
paideue hión su kai anpaúsei se kai dosei kósmon tei psukei su
Pv 30.17
“Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à sua mãe, serão arrancados pelos corvos do vale e devorados pelos filhos da águia”.
οφθαλμον καταγελωντα πατρος και ατιμάζοντα γηρας μητρός εκκόψαισαν αυτον κόρακες εκ των φαράγγων και καταφάγοισαν αυτον νεοσσοι αετων
aftalmón katagelonta patrós kai atimázonta géras metrós ekkópsaisan auton kórakes ek ton
farángon kai katafáfoisan auton neossoí aeton
Ec 4.13
“Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar”.
αγαθος παις πενης και σοφος υπερ βασιλεα πρεσβυτερον και αφρονα ος ουκ εγνω του προσεχειν ετι
agatós tais penes kai sofós hupér basilea presbíteron kai áfrona hos ouk egno tu prosékein eti
Jr 31.20
“Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor”.
Comentário: Vemos aqui como Deus entende o carinho que um pai tem por seu filho.
Jr 31.20
“Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento”.
συναγάγετε λαόν αγιάσατε εκκλησίαν εκλεξασθε πρεσβυτερους συναγάγετε νήπια θηλάζοντα μαστους εξελθάτω νυμφίος εκ του κοιτωνος αυτου και νυμφη εκ του παστου αυτης
sunagágete laón hagiásate ekklesían eklécsaste presbytérous sunagágete népia telázonta matus
ecseltáto numfios ek tou koitonos autu kai númfe ek tou pastou autes
Comentário: Vemos nesse texto que Deus quer que as crianças também participem das atividades espirituais.
Hb 12.5-11
“Já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como aos filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem a disciplina quando por Ele és repreendido, pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para a disciplina que sofreis; Deus vos trata como filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disso, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos como respeito; não nos sujeitaríamos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes de sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados”.
A cada versículo temos primeiro a tradução do texto massorético (mais comum, usei a versão Almeida), em seguida temos o texto em grego (da Septuaginta)e depois a transliteração (pondo as letras gregas em caracteres latinos. Em algumas passagens faço um comentário aplicativo.
Observação:
Meu objetivo original não era usar esse trabalho para estudiosos em grego, mas para a educação infantil das crianças. Por isso pediria aos estudiosos de grego que façam uma cópia e repassem esse trabalho para pais, educadores e professores de crianças. Tenho certeza que ele será muito útil para a educação delas.
O trabalho original pode ser baixado, com possibilidade de acréscimos e desenvolvimentos.
P.S.: Algumas crianças que usufruíram desse trabalho, além de memorizarem os textos bíblicos que são utilíssimos para elas, também acabaram por aprender um pouco de grego, que usei para chamar-lhes a atenção. Eu diria até que sabem mais grego que muitos professores dessa matéria que se proliferam pelo Brasil, cheios de orgulho e vaidade, colhendo ilusória e indevidamente respeito e admiração de seus alunos, que sem saber, segundo o princípio socrático numa situação irônica, sabem mais grego do que eles sem saber.
O esquema desse trabalho foi aplicado ao título do livro de Provérbios para orientar como um paradigma cada texto, note:
Provérbios de Salomão (tradução massorética)
παροιμίαι Σαλωμωντος (texto grego, Septuaginta)
paroimíai Salomontos (transliteração)
Diretrizes sábias de Salomão (tradução da Septuaginta)
Etimologia de παροιμίαι: junção da preposição παρά (junto) com o verbo ειμι (marchar, ir), que deriva de οίμη (marcha ou caminho de um relato ou narração). O sentido parece ser que se trata de dois caminhos de ideias postos lado a lado para se chegar a verdades.
Pv 10.1.
“O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe”.
υιος σοφος ευvφραίνει πατερα
υιος δε αφρων λυπη τη μητρί
hiós sofós eufrainei patera
hiós dé afron lupe tei metri
“O filho sábio alegra o pai, mas o insensato entristece a mãe”
Pv 3.12
“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem”.
ον γαρ αγαπα κυριος παιδευει μαστιγοι δε πάντα υιον ον παραδεχεται
hon gar agapai Kírios paideúei mastigoi dé panta hion hon paradéketai
“Pois o Senhor ama e castiga a todo filho que recebe”
Pv 4.1
“Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência”.
ακουσατε παιδες παιδείαν πατρος και προσεχετε γνωναι εννοιαν
akúsate paídes padeían patrós kai prosékete gnonai énnoian
Pv 4.10
“Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida”.
ακουε υιε και δεξαι εμους λόγους και
πληθυνθήσεται ετη ζωης σου ινα σοι γενωνται πολλαι οδοι βίου
ákue hié kai décsai emus logus kai
pletintésetai éte zoes su hina soi génontai polai hodoi biu
Comentário: Aqui vemos que o livro de Provérbios nos trata como se fôssemos crianças que precisam aprender. O tom é de apelo, de pedido, aprendemos também que deve ser dessa forma que devemos educar nossos filhos, ou seja, respeitando seus arbítrios (escolhas ou vontades), agindo como conselheiros e não como donos ou senhores de suas vidas.
Pv 13.24
“Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”.
ος φείδεται της βακτηρίας μισει τον υιον αυτου ο δε αγαπων εvπιμελως παιδευει
hos feídetai tes bakterías misei ton hion autu
ho dé agapon epimelós paideúei
Comentário: Na expressão “a seu tempo o castiga” percebemos que o período dos castigos infantis estão limitados a um certo tempo. De fato não seria correto um adolescente levar um castigo por palmatória. O castigo físico tem sua utilidade enquanto a mente ainda não possui uma consciência coordenadora ou diretiva em que devemos repassar informações, ensinos e verdades morais. As crianças entendem melhor a linguagem da dor e da alegria, a comunicação filosófica e instrutiva deve vir acompanhada nessa fase da dor física apenas como um símbolo preparatório.
Observe ainda que é o amor quem coordena, por assim dizer o uso da vara. Usar a vara em momento de ira e estresse pessoal deve ser descartado. Muitos pais agridem seus filhos porque se valem da vara em momentos assim, o que pode acarretar até mesmo problemas legais com a justiça.
Na minha tradução do texto grego da Septuaginta é valiosa para a presente situação de nosso país que tenta acabar com a disciplina física. Note que o advérbio grego επιμελως perfeitamente traduzido por “cuidadosamente” demonstra que a Bíblia não está aprovando um castigo físico desmentido e sem controle.
Pv 17.21
“O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará”.
καρδία δε άφρονος οδύνη τω κεκτημένω αυτήν ουκ ευφραίνεται πατηρ επι υιω απαιδεύτω υιος δε φρόνιμος ευφραίνει μητέρα αυτου
kardía de áfronos odúne toi kekteméno autén ouk eufraínetai pater epi hyio apaideúto hios de frónimos eufraínei metéra autu
Comentário: O texto massorético está bem diferente do texto grego. Mas os ensinos não demonstram qualquer falta de inspiração ou distanciamento do teor do livro de Provérbios.
Pv 17:25
“O filho insensato é tristeza para seu pai, e amargura para quem o deu à luz”
οργη πατρι υιος άφρων και οδύνη τη τεκούση αυτου
orgé patrí hios áfron kai odyne tei tekúse autu
Pv 19.13
“O filho insensato é a calamidade do pai; e as rixas da mulher são uma goteira continua”.
αισχυνη πατρι υιος αφρων και ουχ αγναι ευχαι απο μισθωματος εταίρας
aiskúne patrí hios áfron kai ouk hagnaí eukaí apo mistómatos hetaíras
Comentário: encontramos nesse provérbio duas das mais desagradáveis coisas que podem acontecer numa família: um filho insensato (desobediente, que não recebe conselhos etc) e uma esposa murmuradora e briguenta. Que coisa há mais desagradável do que uma goteira numa noite de chuva?
Pv 19.18
“Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites a matá-lo”.
παίδευε υιόν σου ουτως γαρ εσται ευελπις εις δε υβριν μη εvπαίρου τη ψυχη σου
paídeus hión su hoútos gar estai eúelpis eis de húbrin me epaíru tei psukei su
Pv 19.20
“Ouve o conselho e recebe a correção, para que sejas sábio nos últimos dias”
ακουε υιε παιδείαν πατρός σου ινα σοφος γενη επεσχάτων σου
ákoue hié paideían patrós su hina sofós gene epeskaton su
Pv 19.26
“O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra”.
ο αvτιμάζων πατερα και αvπωθουμενος μητερα αυτου καταισχυνθήσεται και επονείδιστος εσται
ho atimazon patera kai apotúmenos metera autu kataiskuntésetai kai eponeídistos éstai
Pv 19.29.
“A condenação está preparada para os escarnecedores, e os acoites para as costas dos tolos”.
ετοιμάζονται ακολάστοις μάστιγες και τιμωρίαι ωμοις αφρόνων
hetoimázontai akolástois mástiges kai timoríai hómois afrónon
Pv 20.7
“O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele”.
ος αvναστρεφεται αμωμος εν δικαιοσυνη μακαρίους τους παιδας αυτου καταλείψει
hos anastréfetai ámomos em dikaiosyne makarious tous paidas autu kataleipsei
Comentário: A sinceridade dos pais contribui para que os filhos sejam abençoados, pais mentirosos ou falsos decepcionam os filhos, o que os prejudicará futuramente.
Pv 20.11
“Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta”.
και ο ποιων αυτα εν τοις εvπιτηδευμασιν αυτου συμποδισθήσεται νεανίσκος μετα οσίου και ευθεια η οδος αυτου
kai ho poion autá em tois epitedeúmasin autu sumpodistésetai neanískos meta hosiu kai euteia he hodós autu
Pv 20.20
“O que amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a sua lâmpada nas mais densas trevas”.
Observação: Este verso está ausente nos manuscritos da Septuaginta.
Pv 22.6
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Observação: Este verso está ausente nos manuscritos da Septuaginta.
Pv 22.15
“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela”.
ανοια εξηπται καρδίας νεου ράβδος δε και παιδεία μακραν απ αυτου
ánoia ezéptai kardías neu rábdos de kai paidéia makran apautu
Comentário: A vara da correção é um instrumento para o castigo físico, a Bíblia mostra assim que nossas mãos não são deve ser usadas diretamente como instrumentos corretivos, elas foram feitas para abençoar. Por isso a necessidade de um instrumento à parte delas para aplicação do castigo físico.
Pv 23.12, 13
“Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento. Não retires a disciplina da
criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá”.
δος εις παιδείαν την καρδίαν σου τα δε ωτά σου ετοίμασον λόγοις αισθήσεως
μη απόσχη νήπιον παιδευειν οτι εαν πατάξης αυτον ράβδω ου μη αποθάνη
dós eis paideían tem kardían su ta de otá su hetoímazon lógois aistéseos
me apóske népion paideúein hoti ean patazeis auton rabdo su me apotane
Pv 23.22
“Ouve o teu pai que te gerou, e não despreza a tua mãe, quando envelhecer”
ακουε υιε πατρος του γεννήσαντός σε και μη καταφρόνει οτι γεγήρακεν σου η μήτηρ
ákue hié patrós tu gennésantos se kai me katafronei hoti gueguéraken su he méter
Pv 23.24, 25
“Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará. Alegre-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz”.
καλως εvκτρεφει πατηρ δίκαιος επι δε υιω σοφω ευφραίνεται η ψυχη αυτου
ευφραινεσθω ο πατηρ και η μήτηρ επι σοί και χαιρετω η τεκουσά σε
kalós ektréfei patér díkaios epi de hioi sofoi eufraínetai he psuké autu
eufrainésto ho patér kai he meter epi soi kai kairéto he tekusá se
Pv 24.17
“Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração”.
εαν πεση ο εχθρός σου μη επιχαρης αυτω εν δε τω υποσκελίσματι αυτου μη επαίρου
ean pese ho ektrós su me epikareis auto em de toi huposkelísmati autu me hepaírou
Comentário: Se agirmos assim com o inimigo quanto mais com o teu irmão é o que o texto quer nos ensinar. Ler o profeta Obadias nos ensina a não ri do castigo do nosso irmão. O que muitas vezes ocorre quando um irmão se alegra em ver o outro apanhando. Os pais devem repreender isso em seus filhos para desestimular a vingança e alegria vinda da tristeza dos outros.
Pv 28.13
“O que encobre suas transgressões, nunca prosperará; mas o que confessa e deixa, alcançará misericórdia”
ο επικαλυπτων ασεβειαν εαυτου ουκ ευοδωθήσεται ο δε εξηγουμενος ελεγχους αγαπηθήσεται
ho epikalúpton asébeian heautu uk euodotésetai ho de ezegúmenos elnkous agapetésetai
Comentário: Este provérbio pode ser usado para que as crianças confessem suas travessuras, afim de não sofrerem nenhum castigo.
Pv 29.15
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe”.
πληγαι και ελεγχοι διδόασιν σοφίαν παις δε πλανωμενος αισχυνει γονεις αυτου
plegaí kai élenkoi didóasin sofían pais de planómenos aiskúnei goneis autu
Pv 29.17
“Corrige o teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará teu coração”.
παίδευε υιόν σου και αναπαυσει σε και δωσει κόσμον τη ψυχη σου
paideue hión su kai anpaúsei se kai dosei kósmon tei psukei su
Pv 30.17
“Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à sua mãe, serão arrancados pelos corvos do vale e devorados pelos filhos da águia”.
οφθαλμον καταγελωντα πατρος και ατιμάζοντα γηρας μητρός εκκόψαισαν αυτον κόρακες εκ των φαράγγων και καταφάγοισαν αυτον νεοσσοι αετων
aftalmón katagelonta patrós kai atimázonta géras metrós ekkópsaisan auton kórakes ek ton
farángon kai katafáfoisan auton neossoí aeton
Ec 4.13
“Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar”.
αγαθος παις πενης και σοφος υπερ βασιλεα πρεσβυτερον και αφρονα ος ουκ εγνω του προσεχειν ετι
agatós tais penes kai sofós hupér basilea presbíteron kai áfrona hos ouk egno tu prosékein eti
Jr 31.20
“Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor”.
Comentário: Vemos aqui como Deus entende o carinho que um pai tem por seu filho.
Jr 31.20
“Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento”.
συναγάγετε λαόν αγιάσατε εκκλησίαν εκλεξασθε πρεσβυτερους συναγάγετε νήπια θηλάζοντα μαστους εξελθάτω νυμφίος εκ του κοιτωνος αυτου και νυμφη εκ του παστου αυτης
sunagágete laón hagiásate ekklesían eklécsaste presbytérous sunagágete népia telázonta matus
ecseltáto numfios ek tou koitonos autu kai númfe ek tou pastou autes
Comentário: Vemos nesse texto que Deus quer que as crianças também participem das atividades espirituais.
Hb 12.5-11
“Já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como aos filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem a disciplina quando por Ele és repreendido, pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para a disciplina que sofreis; Deus vos trata como filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disso, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos como respeito; não nos sujeitaríamos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes de sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados”.
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